Carros Autónomos Provocam Reações Fortes

Vito Zapata Olivera | 9 Setembro 2016

Carros Autónomos Os carros autónomos parecem ser, definitivamente, o que o futuro nos reserva e, pelos vistos, o futuro está ao virar da esquina. Muitas empresas têm dedicado uma enorme quantidade de tempo e energia no seu desenvolvimento, mas estudos recentes sugerem que o público continua um pouco de pé atrás em relação a estes veículos autónomos.

Viajar em carros autónomos permitiria certamente aos passageiros rentabilizar o seu tempo, realizando tarefas de trabalho, desfrutando de atividades lúdicas tais como jogar em casinos online  e dando conta de muitas outras responsabilidades diárias. Apesar disto e das outras dores de cabeça relacionadas com conduzir a que se poupariam, vários estudos constataram que a maioria das pessoas simplesmente não tem grande interesse em viagens automatizadas.

Descobertas do Mais Recente Estudo Sobre Condutores

Os investigadores Brandon Schoettle e Michael Sivak conduziram recentemente um estudo em colaboração com investigadores do Sustainable Worldwide Transportation Research Institute da Universidade de Michigan, comummente conhecido por UMTRI.

No projeto foram inquiridos 618 condutores de todos os Estados Unidos, com uma distribuição relativamente uniforme nas categorias de idade, sexo, geografia e nível de rendimento. A questão que lhes foi colocada foi se estes condutores registados preferiam um carro futuro desprovido de capacidades de autonomia, um carro parcialmente automatizado ou um carro completamente autónomo.

Mais de 45 % dos inquiridos afirmaram que escolheriam um carro sem automatização e apenas 15 % responderam que escolheriam um carro completamente autónomo. As pessoas mais jovens, definidas no estudo como tendo uma idade inferior a 44 anos, estariam ligeiramente mais dispostas a viajar em veículos autónomos que os seus homólogos mais velhos, mas não por muito.

O grupo mais adepto da automatização total foi o da faixa etária entre os 30 e os 44 anos, mas mesmo neste caso a percentagem foi de apenas 22 %. Os inquiridos com mais de 60 anos de idade foram  os  que apresentaram menor probabilidade de quererem um carro autónomo, com apenas 9,6 % de interessados na ideia.

É Desejável Manter Algum Controlo

Os autores do estudo da Universidade de Michigan constataram que os condutores aparentam simplesmente não ter grande confiança nos veículos totalmente automatizados e que a maioria parece preferir ter pelo menos algum controlo sobre as máquinas que os transportam.Automatização Continua

O estudo revelou que, no total, dois terços dos participantes mostravam moderada ou grande preocupação acerca de viajar em veículos completamente autónomos. As descobertas também indicaram que 94,5 % dos indivíduos inquiridos preferiam que houvesse algum mecanismo de sobreposição manual nos carros autónomos em que podem vir a viajar, dando-lhes um maior grau de controlo.

O Desenvolvimento da Automatização Continua

Apesar dos resultados revelados pelos investigadores do UMTRI e por outros estudos realizados no Reino Unido e no resto do mundo, o plano de muitos dos fabricantes principais é o de continuarem a focar-se no lançamento, tão cedo quanto possível, de veículos automatizados.

Os líderes tecnológicos e do ramo automóvel acreditam que estes veículos autónomos são a inevitável e incontestável vaga do futuro, e estão determinados a não ficar para trás. O Detroit Bureau identificou primeiramente a década entre 2025 e 2035 como a mais importante para o crescimento da indústria da condução automatizada e empresas importantes como a Google, a General Motors e a Apple estão a preparar-se para ela com entusiasmo.